Bom, vou aqui contar brevemente da nossa passagem, bem rápida, porém bem mara pela linda e extremamente gelada Islândia.

James já tinha se aventurado pelas bandas de lá, e eu estava louca de vontade de ver cavalos alados no meio da pista, então ligamos nosso aplicativo de passagens baratas, e conseguimos um negócio bem bom. De NYC para Reykjavik (a capital do país) pagamos $380 dólares ida e volta. Não tinha como dizer não!

Roteiro

ou – o que fizemos –  Obrigada memória, eu não me lembro bem como foram distribuídos os dias.

Alugamos uma casa pelo Airbnb uns 15 minutos do centro de Reykjavik, bem no meio da natureza e do lado do mar. Nossos anfitriões  foram muito maravilhosos e nos recepcionaram com um sandubinha tradicional Islandês e ovos das galinhas que eles mesmos criam. Fofurinhas.

Para ser bem sincerona eu não me lembro bem o roteiro dia a dia, mas vou deixar aqui nesse post lugares que visitamos e que ficaram na memória 🙂 vem comigo, Brasil!

Blue Lagoon

Antes de viajar eu fiz minha pesquisa (aka – fiquei horas na internet decidindo se valia a pena gastar meus $80 dólares na blue Lagoon), e decidi que sim, tá na chuva é pra se molhar e tem que ser turística mesmo.

Para acessar a Blue Lagoon ( lagoa azul  – QUE bilíngue ela) você pode comprar o seu ticket online pelo site deles (muito recomendado, é a principal atração da Islândia e também é próxima ao aeroporto, então os tickets acabam bem rapidamente).

Você tem a opção de comprar o pacote mais barato ou mais caro, que se não me engano fica em torno de $120 dólares. Eu fiquei no intermediário que te dá direito a uma máscara de meleca da lagoa, e uma máscara de algas hidratante e DOIS DRINKS.

Sim, por favor.

O material da lagoa é bem cheio de sílica e resseca MUITO MUITO MUITO MESMO, então a máscara de algas ajuda você não se sentir uma velha de 89 anos.

 

Porque visitar a Blue Lagoon?

1- A Islândia é um frio do cão. No verão é frio, no inverno é de morrer. O vento te castiga e seus ossinhos doem… Tirar um descanso e relaxar em águas quentinhas é maravilhoso depois de dias andando e explorando com vento na cara, dor nas pernas e cansaço nas costas.

2- É bem surreal você ver a cor daquela água, a temperatura e ficar ali tranquilona relaxando. Se você quer se sentir mais rica e phyna (eu, sempre) – recomendo.

3- O restaurante. O complexo que onde a Blue Lagoon fica localizado é composto de hotel (Caríssimo! Rolam boatos de que se vende um rim para se hospedar por lá. Sou viajante com orçamento contato) e restaurante. O restaurante também não é lá dos mais acessíveis, mas é MARAVILHOSO e nada melhor do que comer depois de passar o dia inteiro na água e afogar as mágoas do seu cabelo duro de sílica com drinks e comida delícia.

 

Cavalinhos Alados 

A Islândia tem uma população de mais ou menos 317,000 habitantes e 80,000 cavalos. Não existe a chance de você não cruzar com um em uma as (longas) horas de viagem até os pontos turísticos. No geral, vale a foto. Eu como morro de medo desses bichos, tentei dar um pouco de comida para eles, mas fui mordida e resolvi só admirar de longe.

  • Logo após ele comer esse matinho, ele me mordeu.  Adiós, tchau bichinho.

Onde Comer?

Comida por lá migos, é cara. Jesus amado, como machuca o bolso.Dói lateja e se você quiser comer fora todo dia, vai ter que gastar no mínimo uns $50 dólares por refeição (simples).

A maravilhosa dica aqui é: Guarde bem essa foto na memória:

Screen Shot 2018-08-31 at 11.07.25 AM

O mercado vai provavelmente ser seu melhor amigo nessa viagem. 🙂

Minha sugestão aqui seria aproveitar e ir à um ou dois restaurantes se você estiver com dinheiro contado. Esse porquinho mágico é o mercado mais em conta que encontramos, e vale a pena cozinhar você mesmo (mesmo que o prato seja só macarrão com salsicha), para poder gastar dinheiro nos lugares mais legais (e tomar cerveja típica e talz).

Nós comemos em alguns restaurantes, mas como eu não sou blogueira real, eu só pensei em comer e não tirei fotos.

 

Cachoeiras

Se você ama cachoeiras, aqui é seu lugar. Existem aproximadamente 10.000 cachoeiras na Islândia amigos. Você vai encontrar placas para todas elas, as estradas são super bem sinalizadas.

Mas preparem-se, migos. Pensem em lugares onde bate um vento cortante gelado na cara. Pensou? Agora multiplica por um milhão. Pronto.

Vá preparado para agua gelada batendo na cara e frio.

 

Aurora Boreal 

Vamos lá, vamos a parte nerd da viagem.

O que é?

O fenômeno causado pelo choque do plasma solar com partículas da atmosfera após o contato com o campo magnético da Terra. No hemisfério Norte, se chama Aurora Boreal, e no hemisfério Sul, Aurora Austral.

Melhor época para (tentar) ver na Islândia?

De setembro até Abril, que é quando fica escuro de verdade por lá e é mais provável que você tenha como ver.

Dicona de amiga:

Vale a pena ficar ligado nesse site: http://en.vedur.is/weather/forecasts/aurora/ nele você consegue ver uma previsão das condições do céu (para que você consiga ver, o céu precisa estar super limpo). Também vale a pena rezar, já que tem muita gente que viaja na data certa, mas dá muito azar do céu estar carregado.

Nesse mesmo dia, devido à claridade do céu vimos duas estrelas cadentes. O céu da Islândia é muito maravilhoso. Te faz questionar muito sobre se os Etzinhos não estão já entre nós.

Infelizmente não consegui tirar foto da estrela cadente, mas na memória ela está bem vivinha.

Geleiras

São aproximadamente 269 geleiras nomeadas atualmente na Islândia. A que fomos é a Jökulsárlón Glacier Lagoon, que é o lago formado pelo derretimento da ponta mais próxima da superfície da geleira.

Vamos a mais uma breve descrição nerdinha sobre o que é esse lugar:

Uma das geleiras mais famosas da Islândia, vários filmes como Die Another Day (007) & Tomb Raider foram gravados.

Durante a breve era do gelo entre 1600 e 1900 essa geleira expandiu cerca de 1km da costa do rio Jokulsá. Com o aumento de temperatura que foi iniciado entre 1920 e 1965 os icebergs da Breiðamerkurjökull (a ponta da geleira)começaram a se despreender e formar uma “lagoa” ao seu redor – a nossa lindinha aqui embaixo (Jökulsárlón). O lago da geleira tem aproximadamente 200m de profundidade e atualmente o lago ocupa uma área de 18 km2 e graças ao meu, ao seu, ao nosso grandioso filhote: Aquecimento Global ela continua e avançar.

O que fazer? 

Nós compramos um tour, que te leva de barco até a parte mais próxima possível da ponta da geleira. Você precisa usar roupinhas especiais, caso haja algum acidente e você caia na água quentinha e eles dão a volta pela geleira e te explicam mais sobre os dados da geleira + imaginário popular/ tradições/contos Islandeses sobre. O tour saiu por volta de $70 dólares na época, e se você nunca teve a oportunidade de passar perto de algo tão primitivo assim, eu diria que você  TEM QUE IR.

Pela geleira ainda é possível ver diversas focas e suas famílias, ouvir barulhos super altos das geleiras se quebrando/ despedaçando em frente ao seus olhos. Eu recomendo, migos.

 

Na saída da geleira rola um food truck mara, que tem uma sopa de lagosta mais mara ainda (pequena, mas bem delicia). Vale a pena também. A sopa custava (na época da viagem – 2017) por volta de $17.

Nós ficamos apenas 5 dias por lá, então foi bem corrido e isso foi basicamente o que fizemos. Com certeza dá vontade de voltar e visitar mais lugares.

 

 

 

 

Beijos,

Lalinha

 

 

 

 

 

 

 

 

Posted by:lalinha

Brasileira de corpo, alma e coração - morando nos EUA.

Uma resposta para “Islândia

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s